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Cotia receberá R$ 82,5 milhões do PAC das Cidades Históricas

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image Foto: Divulgação

Segundo o coordenador do PAC das Cidades Históricas no Estado, Leonardo Falangola, além dos recursos financeiros do governo federal, o Iphan irá prestar assessoria técnica aos projetos das prefeituras. "O PAC das Cidades Históricas tem o objetivo de organizar as ações das prefeituras", destacou.

 

Nos próximos quatro anos, a cidade de Cotia poderá receber R$ 82,5 milhões de investimentos para a realização de ações de proteção do seu patrimônio histórico. Os recursos serão destinados pelo Governo Federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.  O convênio entre a Prefeitura de Cotia, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Ministério da Cultura foi assinado na quinta-feira (1/7) pelo prefeito Carlão Camargo.

Doze entre 135 municípios paulistas com bens tombados vão participar do PAC das Cidades Históricas. No total, são estimados R$ 222 milhões de investimento em criação ou recuperação de bens históricos, desenvolvimento do turismo e preservação da memória.

Cotia é a cidade que mais terá recursos. A cidade receberá mais de R$ 80 milhões para a realização de 26 ações, entre as quais: implantação de um parque público no Sítio do Padre Inácio, revitalização do Rio Cotia, construção de um centro esportivo, implantação de sinalização turística no Sítio do Mandu e Padre Inácio, além de produção de guias e materiais promocionais.

Para o prefeito Carlão Camargo, a vantagem de integrar o PAC é a prioridade que o governo federal dará à liberação de recursos. “Segundo o Iphan, com a assinatura desse acordo teremos prioridade no recebimento de recursos federais. Para Cotia, esse convênio é muito importante por que dará condições de implantarmos vários projetos que temos de valorização do Sítio do Mandu e do Padre Inácio, além de outras ações em seu entorno”, afirmou. 

De acordo com o secretário de Cultura e Turismo de Cotia, Sérgio Folha, o investimento destinado à cidade foi pleiteado pela Prefeitura durante o processo de adesão ao PAC. Acompanhado da diretora de Turismo, Cristina Oka, Folha destacou os principais projetos apresentados ao Governo Federal. “As ações cadastradas envolvem melhoria na segurança nos dois sítios históricos da cidade, capacitação de jovens, restauro, sinalização, e estruturação para turismo e cursos”, disse. 

Cada projeto, depois de cadastrado e aprovado, poderá ser contemplado com verbas específicas de órgãos como os ministérios do Turismo ou das Cidades ou secretarias estaduais e municipais. 

Para o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, “o PAC das Cidades Históricas coloca, pela primeira vez, uma política de patrimônio, uma política de preservação, dentro do eixo prioritário da política nacional. E rompe com uma ideia, errada, equivocada, de que há uma contradição entre o desenvolvimento brasileiro e a preservação do patrimônio cultural”.

 

 

 

 

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