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Faça uma viagem no tempo. Visite Bananal

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image A Maria Fumaça ligava Bananal a Barra Mansa – dali, os produtos agrícolas seguiam em lombo de burro para o Rio de Janeiro Foto: Miguel Schincariol

Casarões, fazendas, estação de trem e farmácia mais antiga do País fazem parte do roteiro da cidade

Distante a 310 quilômetros da Capital, o município de Bananal foi por volta da metade do século XIX responsável por aproximadamente 50% da produção nacional de café. As lembranças que remetem a essa época áurea fazem da cidade um ponto obrigatório para aqueles que gostam de curtir e conhecer um pouco mais da história do nosso País.

Bananal ainda preserva ainda os grandes casarões do chamado período da "Arquitetura do Café". Também fazem parte desse período, a igreja matriz, a Santa Casa e o Teatro Santa Cecília (hoje ocupado pelo Secretaria Municipal de Turismo).

Outra construção dessa época é a estação da estrada de ferro, que foi desativada em 1963 e hoje abriga a biblioteca municipal, o arquivo histórico e a rodoviária. Construído em 1889, o local tem arquitetura belga - única do gênero na América Latina. Em frente a ela, o turista poderá ver uma Maria Fumaça que tem o número 302 estampado. O trem ligava Bananal a Barra Mansa - dali, os produtos agrícolas seguiam em lombo de burro para o Rio de Janeiro.

As fazendas são atrações à parte. A Fazenda dos Coqueiros, por exemplo, data de 1885. Para felicidade dos turistas, o local conserva a sua estrutura antiga, como parte de senzalas, lavadores de café, objetos antigos e documentos históricos. Já a fazenda Resgate ganhou fama nas telas de tevê e cinema. A aparição mais recente foi na novela Cabocla, da Rede Globo de Televisão. Uma das maiores durante o ciclo do café, a fazenda hospedou o imperador D. Pedro II durante suas visitas à região.

Uma dos principais pontos turísticos da cidade é a farmácia mais antiga em funcionamento do País Construído em 1830, o prédio mantém arquitetura neo-clássica com assoalho revestido por ladrilhos franceses e balcões em pinho de Riga. O local é uma verdadeira viagem no tempo: tem frascos antigos, caixa registradora da época, balanças de precisão e outros aparelhos utilizados na preparação de remédios, móveis e compêndios de medicina, a maior parte em francês. Para visitá-la, o turista desembolsa uma módica contribuição que é revertida nas despesas de conservação do local.

Turismo ecológico

Por sua proximidade à Serra da Bocaína, Bananal também atrai turistas interessados em percorrer suas trilhas. A mais famosa é a Trilha do Ouro na Mata Atlântica que faz o percurso das tropas de burros que carregavam o ouro de Minas Gerais até o litoral. Para fazer o percurso total, são necessários três dias de caminhada.  A trilha foi construída pelos escravos no século XVIII e boa parte está pavimentada com grandes pedras.

Bananal tem ainda uma estação ecológica que fica a 25 quilômetros do centro histórico. Com uma área de 884 hectares, o local abriga remanescentes da mata atlântica e animais ameaçados de extinção como o sagui da serra escuro, a onça parda, o cachorro do mato e aves como o gavião pega macaco, o gavião pomba, a aratinga, o jacu e o inhambu-açu. A UNESCO declarou a estação como patrimônio da humanidade.

Como chegar

Bananal fica no extremo leste do Estado. O acesso é feito pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116), seguindo pela SP 64 (Rodovia Brasil Álvaro Filho). Para conferir como está o trânsito nas estradas, acesse os sites da Secretaria Transportes (http://www.transportes.sp.gov.br) e do DER (http://www.der.sp.gov.br). O internauta pode ver o fluxo graças às 33 câmeras espalhadas pelo Estado que transmitem imagens em tempo real.

Serviço

Telefones úteis
Prefeitura (12) 3116-1224
Centro cultural (12) 3116-1648
Centro de turismo (12) 3116-2007. Está instalado na antiga estação de trem. Fornece mapas, folhetos e informações

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A Fazenda dos Coqueiros conserva a sua estrutura antiga, como parte de senzalas, lavadores de café, objetos antigos e documentos históricos Fachada da Fazenda dos Coqueiros construída em 1885. No século XIX, Bananal foi responsável por 90% da produção nacional de café A estação da estrada de ferro foi desativada em 1963 e hoje abriga a biblioteca municipal, o arquivo histórico e a rodoviária

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