União gay ainda não é vista com naturalidade
Em programa de TV, o casal formado por Ellen DeGeneres e Portia de Rossi fez transparecer como ainda é difícil encarar a questão
Num dos programas da apresentadora Oprah Winfrey o público pôde assistir a uma entrevista com a comediante e apresentadora Ellen DeGeneres, um ícone da causa lésbica, e Portia de Rossi, sua mulher. De mãos dadas, as duas falaram o quanto a união oficial transformou radicalmente suas vidas.
O casamento das duas, realizado na Califórnia, nos Estados Unidos, foi o desfecho, segundo elas, de muita angústia, medo e ansiedade até reunirem coragem para assumir suas posições e decidirem não permitir que essa opção impedisse uma vida feliz.
No casamento mostrado durante a entrevista, as duas davam demonstrações claras do quanto o apoio e carinho da família foram importantes para sustentar uma opção ainda comprometida pelo preconceito.
Aplaudidíssimo pela platéia, formada apenas por mulheres, o casal contou a respeito da vida prática e da necessidade que tinha, mesmo depois de quatro anos de união, em oficializar a decisão e formar uma família.
Um dos aspectos interessantes da matéria foi a confusão sobre como denominar o casal. Duas esposas? Duas companheiras? Tropeço aceitável, uma vez que a questão não está, ainda, amparada por nenhuma regra de tratamento - nem a apresentadora Oprah sabia ao certo como se dirigir a elas. O que demonstra que, apesar do mundo ter assistido a diversas edições da parada do Orgulho Gay, somos todos ainda iniciantes no assunto.
Conviver com as diferenças e aceitá-las sem restrições nunca foi uma tarefa fácil para ninguém, mesmo para os que se dizem com a mente aberta. Parece que faz parte da nossa essência a obrigação de optar por um lado ou outro.
Mas o que chamou mais atenção nesse programa foi a exacerbação das manifestações físicas de afeto entre as duas mulheres, que se mantiveram o tempo da entrevista de mãos dadas ou com a mão uma na perna da outra.
Da mesma forma, a manifestação da plateia não costuma ser tão vibrante diante de um assunto considerado frequente. Essas duas formas de manifestação, o casal e a plateia, demonstram o grau de estranheza que tanto um lado quanto o outro ainda apresentam.
Embora o discurso lésbico do casal seja todo focado na união de duas mulheres, o que se viu no vídeo do casamento, apresentado durante a entrevista, era uma mulher vestida de noivo (Ellen) e outra vestida com trajes de noiva (Portia).
Ora, se eram duas esposas, como alegado na entrevista, por que não havia duas noivas? Nesse ponto a reflexão que propomos é da dificuldade que todos os lados encontram na mudança.
Se ainda é difícil para heterossexuais saberem como se colocar, como se dirigir e como se referir ao lesbianismo, parece ser igualmente difícil, pelo menos para o casal em questão, uma apropriação exata do feminino atraído pelo seu igual, ou seja, uma mulher que se sente atraída por outra
Fonte: ig.com.br




del.icio.us
Digg
Virou moda entre crianças e adolescentes se relacionarem com pessoas do mesmo sexo, pois veem isso na TV, isso os confundem.
Não sou homofóbica, apenas acho que temos que ter respeito a moral.
O povo não é preparado culturalmente, espiritualmente, emocionalmente para se ter tanta liberdade assim, legalize as drogas e vera quantos viciados novos aparecerão, escancarem a homosexualidade para verem quantos jovens com a mente deturpada pela TV e pela inexperiência de vida contrairão doenças.
Não sou homofóbica, cada um tem o desejo por quem quiser, não concordo apenas é com o comportamento homosexual dentro da sociedade.
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