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Ladrões se passam por policiais federais para assaltar casa de empresário em Cotia

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image Carregadores e munição deixadas no local

Um grupo de sete homens invadiu na manhã de quarta-feira, 24/02 a casa do empresário Marcelino Faccioni, no Jardim Sabiá.

 

Os homens abordaram a empregada enquanto fazia a limpeza da calçada e se identificaram como policiais federais que estavam ali para cumprir um mandado de busca e apreensão de armas e dinheiro não declarados. Após terem dominado quatro pessoas que se encontravam na residência, começaram uma  ‘varredura'em busca das armas e dinheiro e somente após 20 minutos é que os supostos policiais leram o mandado de busca e apreensão, que segundo eles fora expedido pela 2ª Delegacia de Policia  Federal do Estado de São Paulo.

A família ficou o tempo todo sob a mira de uma metralhadora e um fuzil, além de pistolas automáticas. Os policiais exigiam a apresentação das armas e a localização do cofre onde estava o suposto dinheiro proveniente da venda de uma padaria, mas graças aos moradores vizinhos, que percebendo o movimento não constumeiro na residência, saíram a rua fazendo com que os indivíduos saíssem correndo do local, levando apenas uma pequena quantidade de dinheiro e algumas jóias e deixando para trás uma bolsa contendo 04 carregadores, possivelmente da metralhadora e fuzil, totalizando mais de 100 projetéis e 05 algemas de plástico. Felizmente, não houva violência física.

 Segundo o empresário, só um dos sete homens estava encapuzado e como os indivíduos estavam tranquilos, o empresário acreditou que realmente se tratava  de uma operação da polícia federal, mas desconfiou da maneira como eles pegavam os objetos sem conferir e das constantes comunicações pelo celular.

Somente com a saída brusca da residência é que o empresário percebeu que não se tradava de uma operação policial;os mesmos fugiram em dois veículos, uma Pajero  preta  e um C3 prata. Seus familiares e moradores vizinhos ficaramn apreensivos, pois temiam que os assaltantes voltassem para pegar o armamento deixado no local.

O empresário diz que apesar de ter sido por muitos anos presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Cotia, está indignado com a frequência de ocorrências criminais que vem acontecendo há vários anos na cidade e com a falta de providência da Secretária de Segurança Pública. 

Marcelino está indignado. Apesar de todo o ocorrido, ou seja a constante ameaça armada sofrida pelos familiares, o roubo de pequena quantidade de dinheiro, jóias e celulares e devido a grande quantidade de munição deixada pelos supostos policias, o fato foi considerado pela Segurança Pública Local como uma ocorrência de furto qualificado, conforme declara o BO n.º 1364/2010. "Será que a Secretaria de Segurança Pública classifica mesmo o ocorrido como um simples furto qualificado ou essa classificação tem como objetivo fraudar as estatísticas de segurança?" Pergunta Marcelino que acha pouco provável que a população se atente as estatísticas de segurança para definir em quem votar.

O empresário declarou também que após  decorrido 20 minutos da ligação para o serviço 190 e nenhuma viatura ter chegado ao local, um familiar ligou diretamente ao Capitão Odair, que comanda a PM no município e que prontamente atendeu ao chamado.

Ao final Marcelino agradece ao Capitão Odair e ao Delegado Dr. Carlos Eduardo e sua equipe pelo bom atendimento prestado.


 

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