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Descubra a beleza das cavernas e cachoeiras de Eldorado

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image A Caverna do Diabo é apontada como uma das mais belas do mundo. Grande parte do trajeto em seu interior é feito às margens do rio Ribeirão das Ostras

Município foi reconhecido pela Unesco como Reserva da Biosfera do Patrimônio Mundial

Quarto maior município do Estado em extensão, com uma área de 171.200 hectares, a cidade de Eldorado, localizada no Vale do Ribeira, é famosa por suas cavernas. A principal delas é a Caverna do Diabo, também conhecida como Gruta da Tapagem. Apontada como uma das mais belas do mundo abertas à visitação, tem oito quilômetros de extensão mapeados, dos quais 600 metros têm infraestrutura para o turismo como escadas, iluminação e passarelas.

No passado, a caverna rendeu muitas histórias. Segundo os índios, o local era sagrado e quem entrasse seria atingido por uma gota d´água e transformado em pedra. Com essa crença, explicavam a origem das formações calcáreas resultantes da ação das águas. Já os caboclos acreditavam que a caverna era a porta do inferno, por isso nunca se aproximavam do local. Isso, no entanto, fez parte das histórias locais e, hoje, em média, cerca de 150 pessoas por semana descobrem a beleza do local.

Durante o passeio, é impossível não se encantar com o som das goteiras e as imensas estalactites (formações rochosas que descem do teto), estalagmites (iguais às estalactites, mas crescem do chão) e as colunas (quando as duas formações se encontram). Cada uma delas levou milhões de anos para se formar.

Para preservar o local, a prefeitura municipal elaborou um conjunto de regras que devem ser seguidas à risca pelo turista. Clique aqui para conhecê-las.

Outras atrações

Em 1993, a cidade de Eldorado foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Reserva da Biosfera do Patrimônio Mundial. Cerca de 30% do território é ocupado por Unidades de Conservação como o Parque Estadual do Jacupiranga e o Parque Estadual Intervales, que são áreas destinadas a preservação da Floresta Atlântica.

Em Eldorado, todos os passeios devem ser feitos com acompanhamento de um guia. Isso é muito bom, pois o turista pode aprender e conhecer muito mais sobre a região e suas histórias.

Para quem gosta de caminhar, a dica são as trilhas. Uma das mais procuradas é a trilha do Vale das Ostras que tem cerca de seis quilômetros e passa por diversas cachoeiras das mais variadas forma e tamanhos até chegar ao ponto mais alto do roteiro: a Queda de Meu Deus, com 53 metros de altura.

Outro passeio imperdível leva até o Mirante do Cruzeiro, uma montanha com 510 metros de altitude. Em dias claros, é possível ver o mar, as cidades da região e o curso do rio Ribeira. O trecho, apesar de curto (1,5 quilômetro), exige muito fôlego, pois tem fortes inclinações.

As opções não param por aí. A Trilha do Bugio, com cerca de cinco quilômetros, passa pela Cachoeira do Araçá e pelas Grutas do Rolado III e II. Durante a caminhada, o turista poderá ver trechos com mata em estado de regeneração e, o que é melhor, nativa.

Também merece uma visita o Salto da Usina. Ali por volta de 1920 até 1950 funcionava uma pequena hidrelétrica que gerava energia elétrica para toda a cidade. O turista conta com toda infraestrutura para passar o dia: lanchonete, sanitários com chuveiros, quiosques equipados com churrasqueiras, água potável encanada e energia elétrica, quadra de futebol de areia, lago, trilha pela mata com ponte pênsil e estacionamento.

Comunidade quilombola

Você sabia que Eldorado é a cidade que possui o maior número de quilombos do Estado? Dos 24 que hoje são reconhecidos oficialmente, nove estão lá: Galvão, Nhunguara, Ivaporunduva, Pedro Cubas, São Pedro, Sapatu, André Lopes, Poça e Pedro Cubas de Cima. No total, são 523 famílias, atendidas pela Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), que é responsável, em São Paulo, pelo reconhecimento dos quilombos e de seus territórios, por meio da elaboração de Relatório Técnico-científico (RTC). A origem dessas comunidades remontam à história do ciclo minerador iniciado no século XVII.

Como chegar

Localizada a 244 quilômetros da Capital, o acesso se dá pela rodovia Régis Bittencourt (BR-116) até Jacupiranga. Em seguida, a viagem continua pela SP-193, por 26 quilômetros, até Eldorado.

 

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Os índios acreditam que o local era sagrado e quem entrasse seria atingido por uma gota d´água e transformado em pedra A caverna tem oito quilômetros de extensão mapeados, dos quais 600 metros têm infraestrutura para o turismo como escadas, iluminação e passarelas Durante o passeio, é impossível não se encantar com as imensas formações calcáreas. Cada uma delas levou milhões de anos para se formar

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